
Considero-me uma romântica incurável e geralmente até me costumo apaixonar por todos os que leio, uns mais que outros. Mas esta série, foi um flop autêntico para mim, tendo em conta o hype que lhe deram. Achei a série um pouco chata de ler, não que fosse mal conseguida ou escrita mas foi um autêntico slow burn, mas slow a sério.
Apesar de serem histórias leves e fáceis de ler, senti muita repetição, conflitos semelhantes e pouca inovação entre os livros. O primeiro lê-se bem, o segundo é o mais equilibrado, mas o terceiro foi um suplício de terminar, foi só mesmo para não dar DNF.
Ainda assim, é uma saga que tem conquistado muitos leitores, sobretudo quem gosta de romances universitários com desporto, tensão romântica e desenvolvimento emocional. Vou apresentar-te cada um...
#1 - Quebrando o gelo
O livro que dá início à série e apresenta-nos Anastasia Allen, uma patinadora artística focada, determinada e completamente obcecada pelo seu sonho. A sua vida gira em torno do gelo, dos treinos e da disciplina sem margens para paixões ou devaneios.
Do outro lado temos Nate Hawkins, capitão da equipa de hóquei, popular, descontraído e o típico rapaz confiante que não leva nada demasiado a sério, nem mesmo as suas paixonetas.
Quando um incidente ocorre na pista de gelo, as equipas de patinagem artística e hóquei vêm-se obrigados a partilharem o mesmo espaço de treino, o que desagrada a todos. Neste misto, a tensão é inegável desde o início. Anastasia vê Nathan como uma ameaça à sua rotina perfeita e Nathan, por sua vez, parece decidido a mostrar-lhe que nem tudo precisa de ser controlado ao milímetro.
Entre rivalidades, provocações e muita tensão, nasce uma proximidade inesperada. O romance desenvolve-se em à volta da convivência forçada, da superação pessoal e da forma como duas pessoas tão diferentes conseguem encontrar equilíbrio uma na outra.
O livro não se foca apenas no romance universitário, aborda também a pressão no desporto universitário, relações tóxicas, ambição, limites pessoais e a importância de aprender a confiar.
Foi um livro que li relativamente bem. Flui, entretém e cumpre aquilo a que se propõe. Não é revolucionário e arrisco-me a dizer que me fez lembrar muito a série Off Campus de Elle Kennedy, mas lê-se sem grande esforço.
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#2- Fogo selvagem
Neste segundo livro acompanhamos Aurora Roberts e Russ Callaghan, numa festa que acaba por lhes mudar a vida, numa ligação apaixonada, marcada pelo fogo da atração e pela intensidade do momento, mas sem promessas nem expectativas.
Como partida do destino, acabam os dois como monitores de um campo de férias, onde são obrigados a conviver e a lidar com o que ficou por resolver. O que julgaram ter sido um acaso bem passado, tornou-se numa dança de emoções fortes, onde a química entre os dois cresce a cada dia. Mas, como nem tudo e perfeito, no campo não são permitidos relacionamentos entre membros do Staff. Mas como não há duas sem senão, eis que Aurora nunca foi boa em seguir regras. Ela é mais expansiva, emocional e impulsiva, em busca do seu lugar, já que o pai apenas a vê enquanto imagem para boas aparências.
Por outro lado, Russ é mais reservado, carrega um fardo familiar relativo ao pai e à sua dependência e para não sofrer acaba por se manter isolado, protegendo o seu lado mais emocional. O romance desenvolve-se numa lógica de proximidade forçada, crescimento individual e confronto com vulnerabilidades. Ao longo do verão/livro, entre noites estreladas e momentos de cumplicidade, Russ e Aurora aprendem a confiar um no outro, crescendo e confrontando as suas próprias inseguranças até ser inevitável lutar mais contra os sentimentos.
Este livro agradou-me mais porque tem mais foco nas feridas emocionais, no passado de cada um e na construção lenta da confiança. A química é menos baseada na atração e mais na conexão emocional, o que, para mim fez toda a diferença. Foi o livro que mais gostei da série mas ainda assim faltou qualquer coisa que me fizesse sentir o BOOM final.
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#3 - Sonhar acordada
Deus do céu! Chegamos ao que considerei o pior. Um autentico inferno para o terminar, a prova disso está no tempo que levei a terminá-lo, foi mesmo na força do ódio e para não dar DNF (nada contra mas particularmente não gosto de o fazer).
Este livro traz novas personagens e aprofunda o universo de Maple Hills, na verdade, até achei meio perdido na série, não existe ligação entre a Anastasia, Aurora e a Halle Jacobs, mas sim entre Nate, Russ e Henry Turner já que são colegas de equipa. Na minha opinião o que une mais os três livros, é mais o registo universitário e desportivo, enquanto ligação entre as personagens não é algo tão pontualmente falado que até cai no esquecimento.
Quando li a sinopse deste livro pensei que me iria prender muito mais por se tratar de um meio bibliotecário e fazer menção a um grupo de leitura mas foi uma decepção total.
Depois de Henry ser eleito, sem querer, capitão da equipa, o que o faz duvidar e questionar a sua capacidade tem também à perna um professor que parece ser o seu pior pesadelo e uma cadeira especialmente difícil. É neste contexto que caba por "aterrar" no grupo de leitura de Halle e surgir uma proposta que beneficiaria ambos. Se por um lado Henry precisa de ajuda para ter boa nota na cadeira, por outro lado Halle precisa de viver experiencias apaixonantes e arrebatadoras de forma a dar emoção, conteúdo e êxtase ao romance que está a escrever. Existe apenas uma regra básica, mas difícil de cumprir, não se apaixonarem.
O romance desenvolve-se de forma bastante mais lenta, um slow burn mais lento que já li, ao ponto de mal conseguir criar ligação com as personagens, achando-as mesmo "pãezinhos sem sal", quase forçados a existirem, tornando a leitura arrastada. Foi um verdadeiro suplício terminar.
E tu, já leste Maple Hills? Concordas comigo ou estou a ser demasiado exigente? 👀
Até à próxima leitura,
Andreia
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