Deixem-me apresentar-vos Kenna Rowan e Ledger Ward, uma das duplas de Colleen que mais amei e me impactou. Kenna, carrega consigo a dor de um passado trágico que culminou na perda do namorado Scotty e numa condenação de 5 anos por escolhas infelizes. Reconhece que as pessoas à sua volta, especialmente os pais de Scotty não queiram que ela se aproxime de Diem, a sua filha de 4 anos. Ainda assim, após ser libertada, decide regressar à cidade que lhe destruiu a vida para recuperar e reconquistar a filha mesmo tendo que lidar com o ódio da população. Ledher era o melhor amigo de Scotty, jurou nunca compreender nem desculpar quem lhe tirou o melhor amigo e irmão de vida. Junto com os pais de Scotty, criam Diem e esperam que o futuro não lhes pregue a partida de ter Kenna à porta. É dono de um bar local, onde vê entrar a mulher mais intrigante e bonita que conheceu – Kenna. O destino prega partidas aos mais descrentes. A relação entre eles, cresce num ambiente em que cada passo em frent...
Evelyn Hugo foi uma das maiores estrelas de Hollywood dos anos 50 e 60. Atriz, ícone de beleza, talento e escândalo, construiu uma carreira marcada por escolhas calculadas, relações estratégicas e uma imagem pública cuidadosamente controlada, numa era em que se vivia de aparências.
A narrativa conta-nos a vida de Evelyn, numa fase delicada e após decidir revelar o segredo que guardou por amor, durante quase uma vida.
Para tal, decide chamar Monique Grant, uma jovem jornalista.
Através de uma entrevista exclusiva, Evelyn conta o lado intimista e pessoal que escondeu e que era impróprio ser revelado na sua era.
O objetivo: Monique contar a sua história sem filtros, desde a infância difícil à ascensão, passando pelos sete casamentos, incluindo sacrifícios pessoais e o que foi preciso para sobreviver e prosperar numa indústria machista e conservadora, numa biografia que seria lançada após a sua morte.
Ao longo do livro, somos confrontados com temas como a homossexualidade vivida em segredo, violência doméstica, racismo, pressão mediática e o preço da fama.
Durante toda a entrevista, Evelyn nunca se apresenta como vítima nem como heroína intocável. Pelo contrário, assume os seus erros, as decisões moralmente discutíveis e a forma como usou o sistema e as pessoas para atingir o seu fim: a fama.
À medida que a história é contada por Evelyn, torna-se evidente que a escolha de Monique não é aleatória. Existe uma ligação profunda entre ambas que só é revelada no final, dando um novo significado a toda a narrativa e reforçando o impacto emocional da obra.
Evelyn Hugo é uma personagem complexa e desde muito cedo percebeu o que queria da vida e foi aprendendo, passo a passo, quais os sacrifícios que teria de fazer para lá chegar. Não passa deliberadamente por cima de ninguém, mas usa as pessoas como se de um jogo de xadrez se tratasse.
Há muito que ouvia falar sobre este livro mas nunca tinha pesquisado nada sobre ele e ainda bem. Acho que se o tivesse feito não me tinha surpreendido tanto. Apesar de ser uma história “inventada”, está tão bem construída que, por várias vezes, dei por mim a questionar se não estaria a ler uma biografia real. Os detalhes, a coerência temporal e o raciocínio lógico são impressionantes.
O contexto histórico pesa bastante na narrativa. Hollywood nos anos 50 era um mundo de aparências, silencioso e de tabus, ainda para mais com temas tão delicados como a homossexualidade e à violência doméstica.
O ponto que mais intrigante foi a condição imposta por Evelyn de só contar a sua história a Monique e querer a revelação apenas após a sua morte.
Escolher a empresa, o momento e a forma… ok. Mas exigir a jornalista? Estranho, não? 🤔
Esta pergunta acompanhou-me durante toda a leitura, mantendo o interesse até às últimas páginas.
E vocês? Já conheciam Evelyn Hugo?
Consideram Evelyn é uma mulher cruel ou apenas alguém que fez o que foi necessário para sobreviver?
Consideram Evelyn é uma mulher cruel ou apenas alguém que fez o que foi necessário para sobreviver?
Conta-me tudo nos comentários. 👀📚
Até à próxima leitura,
Andreia

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