Outra, farta da vida que tem, da família desde sempre disfuncional, o namorado violento e por nunca ter encontrado o seu próprio lugar, decide abandonar a cidade em busca de algo melhor.
Ao longo da narrativa, o enredo constrói-se à base da proximidade forçada e da descoberta das duas protagonistas.
As personagens vão-se revelando pouco a pouco, tanto nos seus desejos como inseguranças, criando uma dinâmica marcada pela atração, conflito interno e constante luta entre o que é correto e o que é sentido. A viagem funciona quase como um catalisador: longe da rotina e das amarras do quotidiano, as decisões ganham outro peso e as emoções tornam-se mais intensas.
A leitura foi rápida e descomplicada, ainda que por momentos me sentisse perdida por não saber quem era quem, mas a escrita é direta e acessível.
Não há grandes reviravoltas narrativas, apenas no final com um plot twist que não antevi - acho que tenho algum problema porque nunca antecipo nenhum 😅.
Gostei da forma como a autora explora o conceito de “viagem” não só em sentido literal, mas também emocional. Ainda assim, senti que a história poderia ter ido um pouco mais fundo no desenvolvimento das personagens, sobretudo no que toca às suas motivações e conflitos internos. Cumpre bem o propósito de entreter, mas não me deixou propriamente a pensar depois de virar a última página.
Já leram este Thriller bem ao estilo de Freida?
Conta-me tudo nos comentários 🤍
Até à próxima leitura,
Andreia

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