Ao longo do livro, somos conduzidos por um tempo fragmentado, onde o presente e o passado se entrelaçam de forma subtil, obrigando o leitor a estar atento às entrelinhas. – não é estilo de escrita que me apaixone.
Mas como acaba por entreter, e sou das leitoras que anseia sempre pelo fim da história, continuei. Por esse motivo, não dou muitos DNF’s, tenho sempre esperança de que no próximo capitulo passo a gostar. 🤷🏻♀️
A história de M. transporta-nos para a época antes da queda do Muro de Berlim, num contexto carregado de tensão, medo e separações forçadas, ao contrário de Emmi que remonta à epoca antes do mandato de Hitler. Esta escolha de épocas não é descabida, servindo de referencia para um contraste, que influencia escolhas, relações e destinos. O peso da História faz-se sentir nas personagens, sobretudo na forma como lidam com perdas, origens e identidades.
Fascinou-me a forma de identificar os capítulos, organizados com nomes de plantas, um detalhe simbólico que reforça a ideia de crescimento, resistência e fragilidade. A escrita é simples e fluida, sem grandes excessos, o que torna a leitura acessível e próxima.
Ainda assim foi uma leitura que se foi arrastando e não me cativou grande coisa. Apesar de reconhecer o mérito da história, confesso que não criei uma ligação às personagens. Inclusive, nunca cheguei a perceber totalmente se as protagonistas eram mãe e filha ou desconhecidas, unidas apenas pelas circunstâncias.
A trama é envolvente mas fiquei à espera de algo mais arrebatador a nível emocional.
Até à próxima leitura,
Andreia

Comentários
Enviar um comentário