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Tudo me lembra de ti - Colleen Hoover

Deixem-me apresentar-vos  Kenna Rowan e Ledger Ward, uma das duplas de Colleen que mais amei e me impactou. Kenna, carrega consigo a dor de um passado trágico que culminou na perda do namorado Scotty e numa condenação de 5 anos por escolhas infelizes. Reconhece que as pessoas à sua volta, especialmente os pais de Scotty não queiram que ela se aproxime de Diem, a sua filha de 4 anos. Ainda assim, após ser libertada, decide regressar à cidade que lhe destruiu a vida para recuperar e reconquistar a filha mesmo tendo que lidar com o ódio da população. Ledher era o melhor amigo de Scotty, jurou nunca compreender nem desculpar quem lhe tirou o melhor amigo e irmão de vida. Junto com os pais de Scotty, criam Diem e esperam que o futuro não lhes pregue a partida de ter Kenna à porta. É dono de um bar local, onde vê entrar a mulher mais intrigante e bonita que conheceu – Kenna. O destino prega partidas aos mais descrentes. A relação entre eles, cresce num ambiente em que cada passo em frent...

Nem todas as árvores morrem de pé - Luisa Sobral


Pensem numa história tirada a ferros, não no sentido de escrita mas de leitura. Foi o caso!
Apesar de ser uma história contida, delicada, a narrativa acompanha duas mulheres de gerações diferentes, M. e Emmi.

Ao longo do livro, somos conduzidos por um tempo fragmentado, onde o presente e o passado se entrelaçam de forma subtil, obrigando o leitor a estar atento às entrelinhas. – não é estilo de escrita que me apaixone.

Mas como acaba por entreter, e sou das leitoras que anseia sempre pelo fim da história, continuei. Por esse motivo, não dou muitos DNF’s, tenho sempre esperança de que no próximo capitulo passo a gostar. 🤷🏻‍♀️

A história de M. transporta-nos para a época antes da queda do Muro de Berlim, num contexto carregado de tensão, medo e separações forçadas, ao contrário de Emmi que remonta à epoca antes do mandato de Hitler. Esta escolha de épocas não é descabida, servindo de referencia para um contraste, que influencia escolhas, relações e destinos. O peso da História faz-se sentir nas personagens, sobretudo na forma como lidam com perdas, origens e identidades.

Fascinou-me a forma de identificar os capítulos, organizados com nomes de plantas, um detalhe simbólico que reforça a ideia de crescimento, resistência e fragilidade. A escrita é simples e fluida, sem grandes excessos, o que torna a leitura acessível e próxima.

Ainda assim foi uma leitura que se foi arrastando e não me cativou grande coisa. Apesar de reconhecer o mérito da história, confesso que não criei uma ligação às personagens. Inclusive, nunca cheguei a perceber totalmente se as protagonistas eram mãe e filha ou desconhecidas, unidas apenas pelas circunstâncias. 

A trama é envolvente mas fiquei à espera de algo mais arrebatador a nível emocional.

Até à próxima leitura,

Andreia


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